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quinta-feira, 29 de abril de 2010
Suavemente ela dorme, como se dorme na alegria ou na tristeza, ou no medo. Em silencio dorme, na vida que se tanto disse. Na mentira que é achar viver. Enrolada nos cobertores ela dorme e nada mais vive além do que sai de mim e do vento lá fora.
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